
De uma Colina para um Recife.
Então, por meses o dia 24/01/08 nos pareceu de forma figurativa. Aquele dia que você sabe que vai chegar, mas meio que duvida.
Então... ele chegou.
E agora ela se vai! Com todos aqueles sonhos e projetos que uma pessoa traça em busca de algo novo. E, claro. Em um lugar novo, com novas pessoas e, novos cenários.
O apoio foi oferecido, mesmo não tendo nele entendimento. Afinal, abdicar de quem se gosta não é tão racional assim.
Ela deixa bem claro que seu amor é nosso, e faz juras eternas de devoção e contrição a amizade. A essa altura, já órfãos de toda a sua galhardia e discursos inflamados sobre a vida, nada podemos fazer, somente torcer por sua felicidade e retorno.
Perguntei a ela se tinha certeza a respeito da decisão. Foi enfática em dizer “Não”. E nessa hora me senti tão compreendida por alguém.
A grande verdade é que não me acho em canto algum, não me acho em mim. E o pior, a covardia me assola tão e profundamente que já me é mais que um adjetivo. Escolhas por mais incertas que sejam, podem nos parecer como libertação.
Esses anos todos de amizade foram enriquecedores, e pouco ao mesmo tempo. Acho mesmo que, eu não deveria ter dormido cedo nas nossas noites de filmes; Deveria ter obrigado ela a sair sempre comigo, mesmo quando tinha outras coisas a fazer e outras pessoas a ver. Sem dúvidas ontem eu deveria ter retribuído os afagos que recebi quando insistentemente tentava dormir, enquanto em volta, as pessoas conversavam e sorriam, tentando se despedir dela. Acho mesmo que deveria ter feito tudo isso.
Como também acho que ela deve ir. E mesmo que não seja exatamente da forma que espera que seja, valerá muito a pena por ter tentado. E eu espero sinceramente que, em um futuro próximo, as outras pessoas que amo possam descobrir seus caminhos, e eu forçosamente descubra o meu também.